A possibilidade de o futuro sistema BRT (Bus Rapid Transit) de Cuiabá e Várzea Grande ser operado sem nova licitação pelas atuais concessionárias do transporte coletivo gerou divergências entre deputados estaduais. O debate ganhou força após a divulgação de que um substitutivo ao Plano de Mobilidade da Região Metropolitana do Vale do Rio Cuiabá abre brecha para que a operação do modal seja incorporada ao contrato vigente do transporte intermunicipal, o que dependeria de autorização dos entes envolvidos e comprovação de vantajosidade ao poder público.
Enquanto o deputado Lúdio Cabral (PT) defende a obrigatoriedade de uma nova licitação para o BRT, o presidente da Assembleia Legislativa, Eduardo Botelho (MDB), afirma que ainda não há definição sobre o modelo de operação e que o tema segue em análise técnica. Já o deputado Valmir Moretto (Republicanos) diz que a decisão cabe à Procuradoria-Geral do Estado (PGE) e ressalta que, na avaliação dele, a licitação não é garantia automática de melhor serviço. O projeto também prevê a possibilidade de incorporação dos 56 ônibus elétricos adquiridos pelo Estado ao sistema, que enfrenta atrasos e mudanças no cronograma de implantação.




