A vereadora Maysa Leão (Republicanos) deu visibilidade a uma das maiores preocupações das famílias de pessoas com deficiência intelectual e múltipla, o futuro dos filhos quando os pais e responsáveis não estiverem mais presentes. Em alusão ao Dia Mundial de Conscientização da Violência contra a Pessoa Idosa, celebrado em 15 de junho, a parlamentar recebeu para uso da tribuna a procuradora jurídica da Federação das APAEs de Mato Grosso e da APAE de Cuiabá, Dra. Ana Maria Moser, que apresentou a necessidade da implantação de Residências Assistidas para garantir acolhimento, proteção e dignidade durante o envelhecimento.
Durante sua participação, Ana Maria Moser destacou que a pergunta “quem vai cuidar do meu filho quando eu não estiver mais aqui?” acompanha diariamente milhares de famílias. Segundo ela, o envelhecimento torna as pessoas com deficiência ainda mais vulneráveis e exige a construção de uma rede permanente de proteção. “Quando um idoso com deficiência intelectual perde seus pais e familiares, ele não pode perder também sua proteção. É papel do Estado e do Município garantir acolhimento e segurança para essas pessoas”, afirmou.
Maysa ressaltou que a APAE desempenha um papel essencial na promoção da autonomia, da inclusão e da qualidade de vida das pessoas com deficiência, mas reforçou que é preciso pensar em todo o ciclo da vida. Para a vereadora, a implantação de Residências Assistidas representa um importante avanço para assegurar um envelhecimento digno e protegido.
“A APAE não apenas educa, estimula e valoriza, ela também proporciona uma vida plena. E nós precisamos apoiar todo esse percurso até chegarmos à Residência Assistida, até garantirmos uma velhice digna e protegida. A violência contra idosos é uma realidade no nosso país e na nossa cidade. Quando falamos de idosos com deficiência múltipla, essa vulnerabilidade se torna ainda mais cruel”, destacou.
A parlamentar ainda reforçou que a proteção dessa população deve ser tratada como uma política pública permanente. “O pedido que recebemos hoje é para que essa seja uma política de Estado, que não dependa apenas da filantropia. Estamos falando de pessoas que têm o direito constitucional de serem cuidadas e protegidas. Precisamos garantir que nenhuma família viva a angústia de não saber o que acontecerá com seus filhos no futuro”, concluiu Maysa Leão.




