O vereador Ilde Taques negou que tenha deixado a disputa pela presidência da Mesa Diretora da Câmara Municipal de Cuiabá. Segundo ele, informações que circularam sobre um suposto afastamento de sua candidatura não procedem e surgiram após interpretações equivocadas de uma reunião realizada entre parlamentares.
De acordo com o vereador, o encontro que reuniu 12 vereadores, além dos parlamentares Dilemário Alencar e Baixinha, teve como pauta exclusivamente a possível alteração da data da eleição da Mesa Diretora, atualmente prevista para ocorrer em 25 de agosto.
"Quero falar que isso não é verdade. A reunião que teve foi a respeito da mudança da data da eleição dentro da Casa", afirmou.
Ilde explicou que o grupo político que apoia sua candidatura é composto por 13 vereadores e que ainda não há consenso sobre a possibilidade de solicitar a mudança da data do pleito interno. A questão, segundo ele, está sendo analisada juridicamente.
Apesar das discussões, o parlamentar acredita que a eleição será mantida para o dia 25 de agosto, seguindo uma tradição de mais de uma década no Legislativo cuiabano.
"O dia 25 de agosto é a data em que a eleição da Câmara de Cuiabá acontece há mais de dez anos", destacou.
O vereador também reafirmou que sua chapa está praticamente definida. Segundo ele, resta apenas a definição do ocupante da vaga de primeiro-secretário.
"Nossa chapa está quase 100% fechada. Falta apenas a vaga da primeira secretaria, que ainda está sendo discutida entre os vereadores. Estamos muito confiantes na vitória", declarou.
Ilde Taques voltou a se posicionar contra alterações nas regras do processo eleitoral da Mesa Diretora às vésperas da votação.
Ele afirmou ser contrário tanto à mudança da data da eleição quanto a eventuais alterações regimentais relacionadas à reeleição.
"Eu gostaria que não mudassem as regras da eleição da Mesa agora, às vésperas da disputa", disse.
Com a possibilidade de judicialização do processo, citando casos ocorridos em outros municípios, o vereador reconheceu que existe risco, mas defendeu que os 27 parlamentares busquem um consenso para evitar conflitos.
Em relação sobre a investigação das supostas irregularidades em contratos da Educação Municipal. O vereador afirmou ter solicitado esclarecimentos ao secretário municipal de Educação, Amauri, após denúncias de sobrepreço e contratos irregulares que, segundo ele, já teriam apontado irregularidades na ordem de R$ 41 milhões.
O parlamentar informou que protocolou requerimentos para obter informações detalhadas sobre contratos firmados em 2025 e 2026 relacionados à aquisição de materiais didáticos.
"Fiz o meu papel de vereador. Tenho a obrigação de fiscalizar e dar uma resposta não apenas aos meus eleitores, mas a toda a sociedade cuiabana", afirmou.
O vereador Ilde comentou sobre um desentendimento com outro vereador ocorrido após a convocação do secretário para prestar esclarecimentos. Segundo ele, houve críticas de que a iniciativa teria como objetivo desviar o foco de outras discussões, avaliação que classificou como equivocada.
"A gente chamou o secretário para esclarecer os fatos e vamos dar continuidade às investigações, independentemente de CPI", declarou.
Ilde Taques também comentou denúncias sobre aumento nos custos de aquisições para a Saúde e Educação após a saída do município de um consórcio de compras.
O vereador afirmou que tomou conhecimento das informações por meio da imprensa e disse que pretende solicitar esclarecimentos à administração municipal.
"Após tomar conhecimento desses dados, nós vereadores vamos conversar com a gestão e pedir explicações", afirmou.
Em uma eventual convocação do secretário municipal de Saúde para prestar esclarecimentos à Câmara, o parlamentar disse que discutirá o assunto com a presidente da Comissão de Saúde, vereadora Michelle, para avaliar as medidas cabíveis.
Ilde Taques descartou que as investigações em andamento possam interferir na disputa pela Mesa Diretora da Câmara.
Segundo ele, o Legislativo municipal tem atuado com independência e transparência sob a gestão da atual presidente da Casa.
"Não acredito que isso atrapalhe o processo eleitoral da Câmara", concluiu.




