O financiamento coletivo para as eleições deste ano já começou a movimentar recursos entre pré-candidatos de Mato Grosso. Desde a autorização da modalidade, em 15 de maio, os políticos que optaram pelas chamadas "vaquinhas virtuais" arrecadaram juntos R$ 20.702,08 por meio de plataformas autorizadas pela Justiça Eleitoral.
Os valores captados permanecem bloqueados e somente poderão ser utilizados após o início oficial da campanha eleitoral, previsto para 16 de agosto, desde que as candidaturas sejam homologadas pelos partidos e registradas junto à Justiça Eleitoral.
Entre os nomes que já conseguiram mobilizar apoiadores, o ex-deputado Ulysses Moraes (Podemos) aparece na liderança. Ele soma R$ 12.904,08 em contribuições, concentrando a maior parte dos recursos arrecadados entre os pré-candidatos mato-grossenses cadastrados na plataforma.
Na sequência está Thiago Boava (PL), que recebeu R$ 5.216 em doações. Também aparecem na lista Rafaell Milas (Missão), com R$ 900; Professora Graciele (PCdoB), com R$ 585; Luciene Neves (PCdoB), com R$ 560; Dona Neuma (PV), que arrecadou R$ 479; Bernardo Sabe (Missão), com R$ 48; e Milton Baldin (Novo), que registrou R$ 10 em contribuições.
Por outro lado, alguns pré-candidatos ainda não conseguiram captar recursos, apesar de já possuírem campanhas de financiamento coletivo ativas. É o caso de Missionária Elaine Belussi (PL), Doutora Débora (Novo) e Landovoigt (Missão), que até o momento não registraram arrecadações.
Os dados demonstram um cenário de forte desigualdade na mobilização de apoiadores durante a fase inicial da pré-campanha, período em que os interessados podem divulgar suas plataformas de arrecadação, respeitando as regras da legislação eleitoral.
Conforme as normas estabelecidas pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), as doações só podem ser realizadas por pessoas físicas devidamente identificadas por CPF. A legislação também proíbe a participação de empresas no financiamento eleitoral e estabelece que cada doador pode contribuir com até 10% da renda bruta declarada no ano anterior.
Outro ponto importante é que os recursos arrecadados permanecem sob custódia das plataformas autorizadas até que o candidato obtenha registro oficial, CNPJ de campanha e conta bancária específica para movimentação eleitoral.
Caso a candidatura não seja formalizada ou homologada, os valores arrecadados devem ser devolvidos integralmente aos doadores, conforme determina a legislação eleitoral.
A modalidade de financiamento coletivo tem se consolidado como uma alternativa para candidatos ampliarem suas fontes de arrecadação e fortalecerem o vínculo com apoiadores antes do início oficial da campanha.




