A madrugada deste domingo terminou em caso de polícia. De fato, um nome famoso dos gramados nacionais acabou detido pelas autoridades. João Alves de Assis Silva, conhecido como o ex-atacante Jô, foi preso por volta das 4h da manhã. O ex-atleta tem 39 anos de idade. No momento da ação, ele estava em uma casa noturna no bairro Castelo, na região da Pampulha, em Belo Horizonte. O ex-jogador possui passagens marcantes por grandes clubes como Corinthians e Atlético-MG. Atualmente, ele enfrentava pendências graves com a Justiça Familiar por falta de pagamento.
A prisão aconteceu de forma rápida. Primeiramente, os policiais militares receberam uma denúncia anônima sobre o paradeiro do ex-futebolista. A denúncia confirmava que o famoso estava no estabelecimento comercial. Portanto, os agentes se deslocaram até o local indicado. O mandado de captura contra ele estava aberto desde janeiro deste ano. A ordem partiu da 3ª Vara da Família e Sucessões do Foro Regional de Itaquera, pertencente ao Tribunal de Justiça de São Paulo.
Por consequência, os valores acumulados chamam a atenção. Em junho do ano passado, o montante cobrado judicialmente atingia a casa de R$ 145,4 mil. Contudo, esse valor sofreu reajustes nos meses seguintes. A quantia aumentou de forma expressiva por causa dos juros acumulados.
Certamente, esta não é a primeira vez que o antigo ídolo do futebol enfrenta o cárcere pelo mesmo motivo. Na verdade, a situação se repete como um padrão nos últimos anos de sua carreira. Desse modo, o ex-centroavante já soma cinco episódios semelhantes.
Com o propósito de contextualizar, a primeira grande abordagem policial ocorreu em maio de 2024. Naquela época, ele defendia a camisa do Amazonas e foi detido na cidade de Campinas. Pouco depois, no mês de dezembro do mesmo ano, a cena se repetiu no município de Contagem, na Grande BH. Naquela ocasião, ele jogava pelo Itabirito. Além disso, os problemas continuaram no ano seguinte.
Em junho de 2025, o jogador acabou interceptado pelas autoridades no Aeroporto Internacional de Guarulhos, em São Paulo. Finalmente, o caso mais recente havia acontecido em novembro do ano passado, em um quiosque na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro.
Defesa justifica o atraso por conta de grave crise financeira
Por causa da repercussão imediata, os representantes do ex-jogador decidiram se manifestar publicamente. A equipe jurídica divulgou uma nota oficial para esclarecer os fatos e acalmar a mídia. Segundo os assessores, o descumprimento dos valores estipulados acontece devido a uma severa perda de poder aquisitivo.
“É de conhecimento público que o atleta atravessa um momento de severa instabilidade financeira, o que tem impossibilitado o cumprimento integral de suas obrigações nos moldes anteriormente estabelecidos. Importante ressaltar que a inadimplência atual não decorre de qualquer ausência de compromisso ou descaso com seus deveres paternos, mas sim de uma limitação real e momentânea de recursos, que impactou diretamente a gestão de suas finanças”.
Com o objetivo de resolver o impasse, os advogados buscam uma saída rápida para liberar o ex-corintiano da prisão. Por isso, a equipe jurídica informou que mantém um canal de comunicação aberto para buscar uma conciliação pacífica. A ideia principal é reajustar os valores mensais de acordo com a renda atual do cliente.
“O atleta jamais buscou se esquivar de suas responsabilidades. Neste momento, o foco prioritário de Jô e de sua equipe jurídica é a resolução célere desta questão. Informamos que já existe um diálogo aberto e direto com a genitora de seu filho, com o objetivo de formalizar um acordo condizente com a realidade financeira atual do atleta, garantindo, acima de tudo, o bem-estar e o sustento da criança”.
Dessa forma, a defesa espera que a situação seja solucionada o quanto antes, visando proteger os interesses do menor de idade.




