A Argentina caminha para registrar sua maior safra de soja dos últimos sete anos. A previsão para o ciclo 2025/26 é de uma produção de 51,5 milhões de toneladas, segundo estimativa divulgada pela Bolsa de Comércio de Rosário (BCR).
O volume representa um importante avanço para o setor agrícola argentino e reforça a recuperação da produção após anos marcados por oscilações climáticas e desafios enfrentados pelos produtores rurais.
De acordo com a entidade, o principal fator para o resultado positivo foi o elevado rendimento obtido nas lavouras durante a temporada. Mesmo com uma área plantada menor do que a inicialmente projetada, os produtores conseguiram compensar a redução graças à produtividade acima das expectativas.
Os especialistas destacam que as chuvas registradas durante o verão ocorreram em períodos estratégicos para o desenvolvimento das plantas, favorecendo o enchimento dos grãos e contribuindo diretamente para o desempenho das lavouras.
O cenário climático considerado favorável foi decisivo para garantir o potencial produtivo e impulsionar a colheita para um dos maiores patamares da última década.
A região central da Argentina continuará sendo a principal responsável pela produção nacional de soja, concentrando também boa parte da atividade industrial ligada ao processamento do grão.
A Bolsa de Comércio de Rosário estima ainda que o processamento da soja alcance cerca de 41,7 milhões de toneladas durante a temporada. O desempenho deverá ser impulsionado principalmente pelo complexo agroindustrial localizado na região da Grande Rosário, considerado um dos mais importantes polos exportadores de derivados de soja do mundo.
A expectativa de uma safra robusta fortalece as projeções para as exportações argentinas e pode contribuir para ampliar a oferta global do grão, acompanhada com atenção pelos mercados internacionais e pelos principais países produtores da América do Sul.




