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Agro Segunda-feira, 15 de Junho de 2026, 14:41 - A | A

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PRÓXIMOS REAJUSTES

Arroba do boi gordo avança em várias regiões e mercado mantém viés de alta

Demanda aquecida, escalas de abate mais curtas e exportações em ritmo forte sustentam valorização do boi gordo

NexoMT
Redação
redacaonexomt@gmail.com

O mercado físico do boi gordo encerrou a semana com preços firmes na maior parte das regiões produtoras do país. A combinação entre escalas de abate mais enxutas e a expectativa de aumento da demanda contribuiu para a valorização da arroba em importantes polos pecuários.

Analistas do setor apontam que o cenário segue favorável para os produtores no curto prazo, especialmente diante da necessidade de reposição dos frigoríficos e do bom desempenho das exportações brasileiras de carne bovina.

Entre as principais praças acompanhadas pelo mercado, Goiás registrou alta da arroba, que passou de R$ 330 para R$ 340. Em Uberaba (MG), o preço avançou de R$ 325 para R$ 330. Já em Dourados (MS), a cotação subiu de R$ 350 para R$ 355.

Em Mato Grosso, uma das maiores regiões produtoras do país, a arroba alcançou R$ 360 em Cuiabá, frente aos R$ 355 registrados anteriormente. Em Vilhena (RO), houve valorização de R$ 335 para R$ 345. São Paulo manteve estabilidade, com a arroba negociada a R$ 355.

Apesar do momento positivo, o mercado acompanha com atenção possíveis movimentos de ajuste nos próximos meses. Frigoríficos já demonstram interesse em negociar animais em patamares mais baixos em algumas regiões, influenciados pelo esgotamento antecipado da cota de exportação destinada à China.

A expectativa é de que o limite previsto para 2026 seja preenchido entre os meses de junho e julho. Caso isso se confirme, o setor poderá registrar redução nos abates destinados ao mercado chinês e diminuição das bonificações pagas pelo chamado “boi China”.

No mercado atacadista, a carne bovina também apresentou desempenho favorável durante a primeira quinzena do mês. A reposição entre atacado e varejo e a expectativa de maior consumo em junho ajudaram a sustentar os preços dos cortes.

O quarto dianteiro foi negociado a R$ 21,70 por quilo, registrando valorização semanal. Já os cortes do traseiro permaneceram estáveis em R$ 27 por quilo.

No cenário internacional, as exportações seguem sendo um dos principais motores de sustentação do mercado. Nos quatro primeiros dias úteis de junho, o Brasil embarcou mais de 62 mil toneladas de carne bovina fresca, refrigerada e congelada.

A receita gerada ultrapassou US$ 412 milhões, representando crescimento expressivo em comparação ao mesmo período do ano passado. Além do aumento no volume exportado, o setor também registrou valorização no preço médio da tonelada vendida ao exterior.

Com a demanda interna aquecida e o mercado externo absorvendo volumes elevados da produção nacional, a expectativa é de que os preços continuem sustentados no curto prazo, embora o setor monitore fatores que possam limitar novas altas nos próximos meses.

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